Boa tarde, o meu nome é Liliana e falei consigo no domingo no espetáculo dos Tubarões, como lhe disse oiço-o, ou tento ouvir sempre á sexta-feira e embora não tenha ouvido todos, ouvi alguns e senti exatamente que era um espaço de acolhimento tão necessário num mundo cada vez mais hostil. O mundo esta um lugar muito estanho, principalmente para quem já não permite que sejam outros a contar a sua historia. Eu também me encontro nesse lugar de já não permitir que sejam outros a contar a sua maneira, a minha história, Se tem sido fácil? Não, tenho sentido resistência em muitos sítios, inclusive no meu local de trabalho, onde a principal temática são os direitos humanos, calcule-se? Querem colocar-me no papel da vitima, que estou sempre a reclamar de tudo e de todos, sendo a única negra na equipa, e existem poucos outros técnicos negros no departamento e até na Autarquia, sinto que tenho constantemente de provar o meu valor.
Comecei então a procurar informação sobre estes temas para conseguir falar de racismo, representatividade, e de outos temas com mais segurança e um conhecimento que não fosse só empírico, é o vosso podcast tem sido uma grande ajuda nesse sentido, para que eu possa estar de forma mais consciente nos desafios que encontro como mulher negra.
Acho que as coisas estão mais difíceis agora do que quando eu cresci, e faço o meu papel atento também na educação da minha filha.
As batalhas são muitas, com os livros escolares, com o lápis cor de pele, sou sempre a mãe que questiona este tipo de coisa, infelizmente ainda tão presente nas nossa escolas públicas e privadas.
Isto tudo para dizer, continuem, a luta esta difícil, mas sinto que cada vez somos mais, e em variados sítios, a não deixar que sejam outros a contar a nossa História.
Até que os leões contem as suas próprias historias os caçadores serão sempre os heróis das narrativas de caça.
Adotei também este seu pensamento, que tenho exposto na minha secretária para guiar os meus dias de trabalho " Enquanto eles capitalizam a realidade. Eu socializo o meus sonhos- A Luta Continua.
Muito obrigada pela sua mensagem e pelas suas palavras.
É muito bom saber que o podcast tem sido um espaço de reflexão e que, de alguma forma, contribui para fortalecer conversas tão importantes sobre representatividade, racismo e direitos humanos.
A mudança faz-se de muitas formas. Faz-se através de grandes decisões, mas também através dos pequenos gestos do dia a dia: das perguntas que fazemos, das conversas que não evitamos e da forma como educamos as próximas gerações. O exemplo que dá da educação da sua filha mostra precisamente isso.
Gostei muito da frase que partilhou: "Até que os leões contem as suas próprias histórias, os caçadores serão sempre os heróis das narrativas de caça." Ela lembra-nos da importância de criar e proteger espaços onde cada pessoa possa contar a sua história na primeira pessoa.
Obrigada também por partilhar que adotou a frase "Enquanto eles capitalizam a realidade, eu socializo os meus sonhos." Saber que ela a acompanha no seu dia a dia é um enorme incentivo para continuarmos este caminho.
Mensagens como a sua reforçam a convicção de que vale a pena continuar a criar espaços de escuta, de diálogo e de pensamento crítico. É assim, conversa a conversa, que se vai construindo uma sociedade mais consciente e mais justa.
Um grande obrigada pelo seu apoio e por caminhar connosco.
Boa tarde, o meu nome é Liliana e falei consigo no domingo no espetáculo dos Tubarões, como lhe disse oiço-o, ou tento ouvir sempre á sexta-feira e embora não tenha ouvido todos, ouvi alguns e senti exatamente que era um espaço de acolhimento tão necessário num mundo cada vez mais hostil. O mundo esta um lugar muito estanho, principalmente para quem já não permite que sejam outros a contar a sua historia. Eu também me encontro nesse lugar de já não permitir que sejam outros a contar a sua maneira, a minha história, Se tem sido fácil? Não, tenho sentido resistência em muitos sítios, inclusive no meu local de trabalho, onde a principal temática são os direitos humanos, calcule-se? Querem colocar-me no papel da vitima, que estou sempre a reclamar de tudo e de todos, sendo a única negra na equipa, e existem poucos outros técnicos negros no departamento e até na Autarquia, sinto que tenho constantemente de provar o meu valor.
Comecei então a procurar informação sobre estes temas para conseguir falar de racismo, representatividade, e de outos temas com mais segurança e um conhecimento que não fosse só empírico, é o vosso podcast tem sido uma grande ajuda nesse sentido, para que eu possa estar de forma mais consciente nos desafios que encontro como mulher negra.
Acho que as coisas estão mais difíceis agora do que quando eu cresci, e faço o meu papel atento também na educação da minha filha.
As batalhas são muitas, com os livros escolares, com o lápis cor de pele, sou sempre a mãe que questiona este tipo de coisa, infelizmente ainda tão presente nas nossa escolas públicas e privadas.
Isto tudo para dizer, continuem, a luta esta difícil, mas sinto que cada vez somos mais, e em variados sítios, a não deixar que sejam outros a contar a nossa História.
Até que os leões contem as suas próprias historias os caçadores serão sempre os heróis das narrativas de caça.
Adotei também este seu pensamento, que tenho exposto na minha secretária para guiar os meus dias de trabalho " Enquanto eles capitalizam a realidade. Eu socializo o meus sonhos- A Luta Continua.
Liliana
Olá, Liliana.
Muito obrigada pela sua mensagem e pelas suas palavras.
É muito bom saber que o podcast tem sido um espaço de reflexão e que, de alguma forma, contribui para fortalecer conversas tão importantes sobre representatividade, racismo e direitos humanos.
A mudança faz-se de muitas formas. Faz-se através de grandes decisões, mas também através dos pequenos gestos do dia a dia: das perguntas que fazemos, das conversas que não evitamos e da forma como educamos as próximas gerações. O exemplo que dá da educação da sua filha mostra precisamente isso.
Gostei muito da frase que partilhou: "Até que os leões contem as suas próprias histórias, os caçadores serão sempre os heróis das narrativas de caça." Ela lembra-nos da importância de criar e proteger espaços onde cada pessoa possa contar a sua história na primeira pessoa.
Obrigada também por partilhar que adotou a frase "Enquanto eles capitalizam a realidade, eu socializo os meus sonhos." Saber que ela a acompanha no seu dia a dia é um enorme incentivo para continuarmos este caminho.
Mensagens como a sua reforçam a convicção de que vale a pena continuar a criar espaços de escuta, de diálogo e de pensamento crítico. É assim, conversa a conversa, que se vai construindo uma sociedade mais consciente e mais justa.
Um grande obrigada pelo seu apoio e por caminhar connosco.
Um abraço,
Georgina
O vosso podcast é extraordinário. Os vossos entrevistados são sempre interessantes. Tenho aprendido muito. Tenho alargado horizontes. Não mudem nada!
Muito obrigada por nos escutar e pelo apoio. Um grande abraço